A Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD) pretende começar a ouvir ainda esta semana as testemunhas do atentado a tiros, ocorrido no último domingo, no bairro Jardim Lindóia, zona Norte da Capital. O crime causou a morte de Edgar Vidaletti da Silva, 30 anos. De acordo com o delegado Arthur Raldi, o inquérito já está na DHD e as testemunhas estão sendo intimadas a depor. Mais três pessoas ficaram feridas, precisando de atendimento médico. Os feridos já foram liberados do hospital.
A última a deixar o hospital foi Adriana Cristiane Vargas Silveira, 38 anos, grávida de quatro meses. Ela estava na churrascaria Bigode, situada na avenida Sertório, quando a dupla de criminosos desferiu os tiros. Um dos disparos acabou acertando a cintura de Adriana. Ela recebeu alta na manhã desta segunda-feira do Hospital Cristo Redentor. Outros dois feridos, Jaques Augusto Vargas, 39, e um adolescente de 13 anos também foram atendidos no Cristo Redentor e liberados.
Cerca de 40 pessoas almoçavam na churrascaria, quando dois criminosos, ambos encapuzados, chegaram de bicicleta na frente do prédio do estabelecimento comercial. Em seguida, desferiram os tiros, através da janela. O crime é um mistério para a Polícia, mas o delegado plantonista e responsável pelas investigações iniciais, Guilherme Wondracek, disse acreditar se tratar de uma execução. Os assassinos acertaram Silva e fugiram a pé em direção à Vila Nazareth. A suspeita de execução se reforça pois nada foi roubado.
De acordo com Wondracek, a vítima, em princípio, não sofria ameaças de morte e nem se envolveu recentemente em discussões. Silva, que completaria 31 anos na próxima sexta-feira, participava de trabalhos comunitários na Nazareth.
“Familiares garantiram que ele era uma pessoa tranquila, que praticava esportes e frequentava uma igreja”, disse o delegado.
Testemunhas de assassinato em churrascaria serão ouvidas nesta semana
Crime aconteceu no domingo, na zona Norte da Capital