Começam, nesta segunda-feira, os depoimentos de testemunhas do assassinato de Edgard Vidaletti da Silva, de 35 anos, na Churrascaria Bigode, localizada na avenida Sertório, zona Norte de Porto Alegre. Cerca de 40 pessoas almoçavam no estabelecimento. O crime, que ainda deixou três pessoas feridas, é, por enquanto, um mistério para a Polícia. Silva foi morto a tiros por dois homens encapuzados que chegaram à churrascaria em uma bicicleta e fugiram a pé. A suspeita é de execução, já que nada foi roubado.
Segundo o delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) Guilherme Wondracek, responsável pelas investigações iniciais, a vítima, em princípio, não vinha sofrendo ameaças nem se envolveu, recentemente, em discussões. “Familiares garantiram que ele era uma pessoa tranquila, que praticava esportes e frequentava uma igreja”, revelou o delegado. O homem, em 2002, sofreu uma acusação de estelionato, mas, conforme a Polícia, não houve instauração de inquérito, já que ele foi considerado inocente.
Os primeiros depoimentos serão cruciais para a Polícia estabelecer linhas de investigação sobre a possível execução. Na mesa onde Silva almoçava, estavam sentados dois filhos, a esposa e a mãe, que deverão ser ouvidas pela Delegacia de Homicídios do Deic. Todos os feridos passam bem. Jaques Augusto Vargas, 39 anos, Andrei Vargas Silveira, de 13 anos, e Adriana Cristiane Vargas Silveira, de 38 anos, grávida de quatro meses – o bebê, conforme a Polícia, não corre riscos -, foram levados para o Hospital Cristo Redentor.
Testemunhas de crime em churrascaria serão ouvidas nesta segunda
Deic ainda não tem indícios sobre o que motivou atiradores a matar homem e ferir três