Polícia

Testemunhas do atropelamento de ciclistas na Capital prestam depoimento

Funcionário do BC responde em liberdade por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificado

Teve prosseguimento, na tarde desta sexta-feira, a fase de depoimentos de testemunhas do atropelamento em massa de ciclistas, ocorrido em fevereiro, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. O funcionário do Banco Central, Ricardo Neis, 47 anos, é apontado como condutor do Golf que teria atingido as vítimas. Foram ouvidas 14 testemunhas - todas de acusação -, seis delas pela parte da manhã e nove à tarde. A rodada de depoimentos acabou pouco depois das 18h, na 1ª Vara do Júri, do Foro Central da Capital.

Neis, que responde em liberdade por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificado, afirmou à Justiça  ter agido em legítima defesa, já que estava acompanhado pelo filho adolescente e os ciclistas teriam feito ameaças. O atropelamento ocorreu em 25 de fevereiro deste ano, pouco depois das 19h, na rua José do Patrocínio, quase esquina com a Luiz Afonso.

Cerca de 150 integrantes do grupo Massa Crítica, pedalavam pela via. Neis, que conduzia um Golf preto, é apontado pela Polícia como o responsável pelo acidente, que deixou feridos. Segundo a Polícia, o Golf estava atrás dos ciclistas e chegou a buzinar uma vez antes de acelerar e passar pelo grupo. Após o acidente, o acusado teria fugido.

No mês passado, três testemunhas de acusação foram ouvidas, na 1ª Vara do Júri da Capital, entre elas a delegada plantonista da Delegacia de Trânsito da Capital, Laura Rodrigues Lopes.