Os funcionários do Posto de Saúde Beco dos Coqueiros prestaram depoimento, nessa manhã, na 18ª Delegacia de Polícia da Capital. Conforme os investigadores, as testemunhas não reconheceram os suspeitos nas fotos do banco de dados da delegacia, responsável pelo bairro Passo das Pedras, zona Norte de Porto Alegre, onde ocorreu o assalto à unidade na tarde de ontem. A polícia trabalha com a hipótese de que os assaltantes não sejam da região.
A unidade continua fechada, após o assalto em que a médica Cláudia Hilbig, de 35 anos, teve o Fiat Stilo roubado. Ela foi baleada na perna, mas já recebeu alta do Hospital Cristo Redentor, onde estava internada. O veículo ainda não foi localizado pela polícia.
De acordo com o chefe da investigação, comissário Renê Delvaux, ao entrarem no posto, os bandidos perguntaram quem era o proprietário do veículo, de cor prata, estacionado em frente ao local, e ameaçaram funcionários. Os criminosos exigiram que a médica entregasse a chave e um deles atirou enquanto ela procurava na bolsa.
O PSF Beco dos Coqueiros teve o funcionamento suspenso por tempo indeterminado em razão da falta de segurança e também pelo abalo emocional dos profissionais que atuam no local. Em nota oficial, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) pediu audiência com o Estado e o município para cobrar ações contra a violência nos postos de Saúde da Capital. O Comando Geral da BM já manifestou intenção de realizar uma reunião sobre a questão.
Além de prestar solidariedade à médica, o presidente da entidade, Paulo de Argollo Mendes, defendeu presença maior do efetivo da Brigada Militar nas imediações das unidades de saúde da Capital, sobretudo naquelas situadas em áreas de risco. O mesmo está sendo solicitado à Guarda Municipal. “Vamos também levar a questão aos vereadores e deputados, para propor que postos, escolas, creches e unidades da Polícia Militar fiquem em áreas integradas e não mais expostas”, declarou.
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