Segundo o secretário César Nunes, a perícia não confirmou a hipótese defendida pelos policiais de que houve troca de tiros durante a ação. "A perícia não encontrou nenhum estojo (cartucho) que não fosse os das armas da corporação; então não há indício, até o momento, de que tenha havido tiroteio", afirma. "As provas estão sendo encaminhadas para a Polícia Militar para que sejam juntadas ao procedimento administrativo que investiga o caso."
Outra preocupação da investigação, segundo Nunes, é determinar a origem da arma que estava sendo usada por Souza na operação - uma pistola ponto 40. "A arma tinha a numeração raspada e precisamos verificar sua procedência e o motivo de estar sendo usada."
Joel era filho do capoeirista Joel Castro, conhecido como mestre Ninha, e integrava o grupo Gingado Baiano. No início do ano, o estudante havia estrelado, junto com o pai, uma propaganda do governo da Bahia, para promover o turismo no Estado.