Polícia

Tiro que matou refém saiu de arma de delegado, aponta perícia

Agricultor morreu em operação para estourar cativeiro em Gravataí

A perícia revelou que a bala que matou o agricultor Lírio Persch, 50 anos, durante operação da Polícia Civil em Gravataí, partiu da arma do delegado regional Leonel Carivali. A afirmação é do delegado-corregedor Paulo Rogério Grillo, da Corregedoria-geral da Polícia Civil (Cogepol). Em entrevista à Rádio Guaíba, na manhã desta terça-feira, ele afirmou que pretende concluir o inquérito até a próxima semana.

Já a reconstituição da morte do sargento da Brigada Militar Ariel da Silva, baleado por policais civis paranaenses, foi transferida para 17 de janeiro. Prevista para quinta-feira, a operação teve a data alterada a pedido do corregedor Paulo Grillo. De acordo com ele, a falta de precisão nos laudos referentes à balística e à necropsia foram determinantes no adiamento.

Ainda segundo o corregedor, reuniões diárias são realizadas com todos os peritos responsáveis pelo caso. Grillo pretende reconstituir o crime até o horário em que ocorreu a troca de tiros.

Sargento foi morto em Gravataí

O 1º sargento do serviço de inteligência da Brigada Militar Ariel da Silva foi atingido por cinco disparos de fuzil por volta da 1h30min do dia 21 de dezembro, em Gravataí. A versão apresentada pelos policiais paranaenses é de que o policial militar (PM) atirou contra eles em uma abordagem e ocorreu então o revide com tiroteio. O coronel Silanus Mello, responsável pelo Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar, não acredita na hipótese de o PM ter decidido abordar, de moto, um carro com três ocupantes.

Ariel da Silva estava à paisana, de folga e voltava da casa do pai. "O sargento estava caído, ainda com vida, ao lado da moto e da sua pistola. Estava distante cerca de sete metros atrás do Logan", disse. A vítima atuava há 21 anos na Brigada Militar.

Na tarde do mesmo dia, o empresário Lírio Perscht, 50 anos, morreu em ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e polícias Civil e Militar do Estado. Agentes invadiram o cativeiro onde eram mantidos reféns Perscht e outro empresário – um sobrado amarelo na rua Doutor Luiz Bastos do Prado, atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí.

Ao fim da ação de resgate, três pessoas foram presas – todas com antecedentes por extorsão mediante sequestro. Os policiais envolvidos na morte do sargento da BM foram detidos, em Curitiba, após a Justiça decretar pedido de prisão temporária.

Bookmark and Share