Polícia

TJ do RS recebe pedidos para averiguar supostas ameaças a juízes todo mês

Juíza que foi morta com 21 tiros no Rio de Janeiro nunca havia pedido proteção policial

TJ do RS recebe pedidos para averiguar supostas ameaças a juízes todo mês
TJ do RS recebe pedidos para averiguar supostas ameaças a juízes todo mês Foto : Douglas Shineidr / AE
O Tribunal de Justiça (TJ) gaúcho recebe, pelo menos, um pedido por mês de averiguação de supostas ameaças a magistrados. Segundo o presidente do Conselho de Comunicação Social do TJ, Túlio de Oliveira Martins, grande parte dos registros é de juízes que atuam em varas criminais ou comarcas do interior e, geralmente, após o julgamento de casos polêmicos.

Nesta quinta-feira, a juíza criminal Patrícia Acioli, 47 anos, foi morta com 21 tiros no Rio de Janeiro. O corpo foi sepultado no fim da tarde desta quinta-feira. Patrícia nunca havia pedido proteção policial.

Túlio de Oliveira Martins explicou que, nesses casos, é feito um minucioso de rastreamento pela equipe do núcleo de inteligência do judiciário para confirmar a veracidade da ameaça. Quando isso ocorre, um conjunto de medidas é tomado para garantir a proteção do juiz.

Um levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que há pelo menos 87 juízes ameaçados no Brasil. Para a corregedora Eliana Calmon, existem falhas na segurança, mas ao mesmo tempo o conselho garante proteção quando é procurado por algum profissional. Segundo a corregedora, a morte da juíza Patrícia Lourival Aciolio não vai inibir a atuação dos juízes.

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