Polícia

TJ-RS nega liberdade ao policial Nilson Aneli

Ex-servidor da Secretaria de Segurança teria dificuldade investigações sobre traficante

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) negou habeas corpus, nesta quinta-feira, ao comissário de polícia Nilson Aneli. Suspeito de estar presente como segurança no dia do assassinato do traficante Xandi, em janeiro na praia de Tramandaí, ele seguira preso. Aneli integrava a equipe da antiga secretaria de Estado da Segurança Pública.

Além de atuar na segurança de Xandi, o policial civil teria dificultado investigações contra o traficante. Sobre o assassinato, em janeiro, a suspeita é que um grupo rival do crime organizado tenha protagonizado o ataque.

A defesa de Aneli argumentou que uma dívida de financiamento universitário obrigou o agente de segurança a procurar ganho suplementar nos seus horários de folga. De férias, Aneli teria realizado vigilância externa da casa de Xandi.

Segundo seus advogados, ele teria ido à casa em Tramandaí para receber os ganhos referentes ao serviço. Ao chegar, teria testemunhado pânico na residência e sido informado da ocorrência do tiroteio que culminou com a morte do traficante.