Polícia

Tornozeleira entrega preso que matou agente penitenciário em SP

Suspeito havia negado participação no crime

Um presidiário de 26 anos foi "dedurado" por uma tornozeleira eletrônica pelo assassinato do agente penitenciário Valdemir Moreira Martins, de 44 anos. O agente, que morava em Bauru, no interior de São Paulo, foi morto a facadas na zona rural de Jaú, no dia 7 de abril, mas o corpo só foi encontrado no dia seguinte. O suspeito, que estava em saída temporária de Páscoa, negou a autoria do crime, mas o rastreamento por satélite da sua tornozeleira eletrônica – aparelho usado por presos em saída temporária ou em semiliberdade – mostrou que ele telefonou para atrair a vítima numa emboscada e esteve no local onde o corpo foi encontrado, num canavial próximo da sua casa, no mesmo dia do assassinato.

Na manhã seguinte ao crime, o suspeito foi preso por ter rompido a tornozeleira. "Naquele momento, já tínhamos informações de que ele teria participado do assassinato de um policial. Ele foi ouvido, mas não explicou o ferimento nas mãos, nem como conseguiu R$ 200 encontrado em seu poder e, além disso, caiu em contradições", contou o delegado Edmilson Bataier, da DIG/Dise. Mais tarde, ao encontrar o corpo, a Polícia Civil prenderia Pereira pelo latrocínio do agente.

Segundo o delegado, além do rastreamento da tornozeleira e interceptações telefônicas outras provas comprovam a participação do acusado no crime, cujo inquérito foi concluído nessa segunda-feira, 20.

"Embora estivesse preso em flagrante, ele sempre negou a autoria do crime, dizendo que a obrigação de comprovar sua culpa era da polícia. Agora, está comprovada", comentou o delegado. O rastreamento por satélite da tornozeleira comprovou que Pereira usou um orelhão próximo da casa dos pais para ligar para o agente, o atraindo até Jaú. "E, depois, o rastreamento mostrou que o acusado passou pelo local do crime", contou o delegado.

De acordo com Bataier, as interceptações e documentos apreendidos na casa do agente mostraram que ele e o presidiário se conheciam, mas não se sabe qual foi o argumento usado pelo presidiário para atrair o agente até Jaú. O corpo de Martins foi encontrado com facadas ao lado do carro, um Fiat Siena, num canavial na Vila Orlando Ometto, próximo à casa de Pereira. Segundo a polícia, carteira, notebook e um celular de Martins foram roubados por Pereira, que está preso na Penitenciária de Avaré.

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