Polícia

Trâmite jurídico impede Papagaio de trabalhar em Bom Princípio

Cláudio Adriano Ribeiro está há 14 dias sem poder ir na fábrica de telhas

O ex-assaltante de bancos Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, está há 14 dias sem poder ir trabalhar na fábrica de telhas, em Bom Princípio. O problema é um trâmite jurídico, que fez com que a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) determinasse que Cláudio Adriano não fosse liberado para o serviço.

Segundo a defensora da Papagaio, Maria Helena Viegas, os apenados do albergue de Montenegro trabalham normalmente, pois a Vara de Execuções Penais de Novo Hamburgo, que tem jurisdição na área, não exige que haja uma ordem judicial, basta apenas a direção da casa prisional liberar. No entanto, o processo de Papagaio está na Vara de Porto Alegre, que tem entendimento diferente, em especial quando é carta de emprego particular. “O estranho é que a Susepe só foi impedir o meu cliente de trabalhar, depois que saiu uma reportagem sobre o emprego dele”, reclamou Maria Helena. “O dono da firma afirmou que sem o Cláudio Adriano não terá mais projeto social”.

Trâmite jurídico

A Susepe alega que tomou esta decisão para evitar uma medida ilegal. Maria Helena contou já ter pedido à Justiça da Capital que mantenha Papagaio em Montenegro e transfira o processo dele para a comarca de Novo Hamburgo. De acordo com ela, o pedido foi deferido. “Agora temos que aguardar”, disse. “Quando o processo estiver em NH, ele volta a trabalhar”, disse, comentando que detentos de Montenegro trabalham e muitos são de fora da comarca de Novo Hamburgo e não são impedidos de ir até o emprego. “Ele (Papagaio) é um caso diferenciado”, comentou. Através da advogada, Cláudio Adriano deu uma declaração ao Correio do Povo. “Se eles pensam que vou fugir, ficarão decepcionados. Decidi que não vou fugir”, garantiu.