Polícia

Três homens morrem em invasão de casa em Gravataí

Após crime, houve confronto entre suspeitos e Brigada Militar no bairro Passo das Pedras

Três homens morreram durante ataque a uma casa em Gravataí, na região Metropolitana, na madrugada desta quarta-feira. Segundo a Polícia Civil, por volta das 3h, dois homens invadiram a residência na rua Centenário, bairro Passo das Pedras, e atiraram contra duas das quatro pessoas que estavam no local.

Vizinhos ouviram os disparos e acionaram a Brigada Militar. Com a chegada dos policiais na residência, houve confronto com os criminosos. Um deles foi baleado. Sandro Hainzenreder Silveira, 38 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. O outro criminoso foi preso pela polícia.

Uma das vítimas atingidas dentro da casa, Ricardo Rodrigo de Souza, 31 anos, morreu no local. Já Fábio Moreira Link, 30 anos, chegou a ser socorrido ao Hospital Dom João Becker, mas não resistiu aos ferimentos. Na casa invadida, estavam ainda uma mulher e uma criança.

De acordo com o delegado Felipe Borba, da Delegacia de Homicídios de Gravataí, o crime teria sido motivado pela disputa de tráfico de drogas.

Onda de violência

Gravataí tem sido vítima de diversos crimes que têm como pano de fundo o tráfico de drogas. Pelo menos quatro facções atuam na cidade, sendo que duas delas “disputam de forma irracional e acima de todos os limites os pontos de tráfico na cidade”, segundo o prefeito Marco Alba.

Dos crimes - que vitimam principalmente jovens - dois chocaram ainda mais a cidade. O caso de dois dois jovens que foram obrigados a abrir a própria cova. Criminosos gravaram um vídeo com os primos Wagner e Victor da Rosa, de 17 e 22 anos, fazendo um buraco no chão, depois sendo executados por arma. Os homens ainda atearam fogo nos corpos dos jovens.

E também o ataque a uma festa no bairro Morada do Vale II que terminou com dois mortos e mais de 30 feridos. As duas vítimas fatais do tiroteio, Taís Pires da Silveira, 24 anos, e Gabriel Mallet de Ataíde, 21 anos, não tinham antecedentes criminais.

Após o ataque a festa, batalhão especial da Brigada Militar reforçou o policiamento em toda a cidade. Na ocasião, o prefeito Marco Alba havia pedido que a Força Nacional atuasse na cidade, o que não foi atendido pela Secretaria de Segurança Pública.