Polícia

Três pessoas são presas após incêndio de ônibus em Santa Catarina

Chamas causaram queimaduras no motorista e feriram os olhos de um passageiro

Ônibus foi queimado no bairro Ingleses, no Norte de Florianópolis
Ônibus foi queimado no bairro Ingleses, no Norte de Florianópolis Foto : Luiz Evangelista / Notícias do Dia / CP
Três pessoas foram presas, na madrugada desta quinta-feira, após o incêndio de mais um ônibus em Santa Catarina. De acordo com o jornal Notícias do Dia, o crime ocorreu no final da noite dessa quarta-feira, na cidade de Palhoça.

Os suspeitos foram detidos no momento em que tentavam deixar a região de carro. Um deles é menor de idade. Segundo informações do comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar de Palhoça, tenente-coronel Áureo Sandro, o trio exalava um odor de combustível quando foi encontrado.

O atentado, o 27º desde a segunda-feira, atingiu um ônibus da empresa Jotur, na localidade Caminho Novo. Conforme o relato do coordenador de tráfego da companhia, Luiz Fonseca, os criminosos colocaram fogo no coletivo quando o motorista e o cobrador estavam dentro do veículo. Dois passageiros que estavam na parte da frente foram impedidos de sair.

Conforme o Notícias do Dia, as vítimas só conseguiram deixar o coletivo quando já estava em chamas. O motorista teve queimadura nas pernas e um passageiro ferimento nos olhos. Eles foram encaminhados para o Hospital Regional.

De acordo com a Polícia Militar de Santa Catarina, os criminosos chegaram ao local do crime em uma motocicleta, anunciando um assalto. Eles deixaram somente os passageiros que estavam na parte de trás do ônibus descerem antes de jogar gasolina e provocar o incêndio.

Entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta, uma série de atentados foi registrada em Navegantes, Criciúma, Florianópolis, Itajaí e Blumenau. Na lista de crimes, estão ônibus incendiados, apedrejados e tiros contra presídios.


Ônibus foi queimado no bairro Ingleses, no Norte de Florianópolis / Foto: Luiz Evangelista / Notícias do Dia / CP

RS em alerta contra ataques

Autoridades da Segurança Pública do RS estão em alerta devido à onda de atentados em Santa Catarina. Nos presídios, a orientação repassada de forma verbal aos agentes era para que ficassem atentos a qualquer movimentação estranha. Porém, um agente lotado na região Metropolitana, que pediu para não ser identificado, disse que o clima é calmo.

Segundo o o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, atualmente três facções — Os Manos, Os Abertos e os Bala na Cara — detêm certo poder nas casas prisionais. “A facção que pode querer fazer alguma coisa, como em SC, é a dos Bala na Cara”, disse. “Além de ser o grupo mais violento, são vaidosos e fariam isso para elevar seu status nos estabelecimentos penais”, disse.

O agente explicou que Os Abertos têm mais poder nas cadeias gaúchas, mas não se envolveriam em atentados, por se voltarem ao tráfico. O mesmo ocorre com os Manos, fação que, ao longo do tempo, perdeu influência e atua com o tráfico.

A Polícia Civil monitora com atenção os acontecimentos no estado vizinho. Os integrantes da instituição, no entanto, não acreditam que a onda de violência atinja o RS. Integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) tentaram cometer crimes no Estado e chegaram a ficar detidos nas cadeias gaúchas — especialmente na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) —, mas não tiveram influência sobre a massa carcerária.

O tenente-coronel Paulo César Franquilin, da Assessoria de Direitos Humanos da BM, considera o perfil do detento gaúcho diferente do resto do país. Segundo ele, isso faz com que as facções não sejam tentadas a imitar as existentes em outros estados.

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