Segundo a perícia, uma rachadura foi ocasionada pelo desgaste do material de poliuretano que reveste uma das roldanas do aparelho, o que fez com que o cabo que sustenta os teleféricos se soltasse. O brinquedo continua fechado, mas o parque permanece aberto à visitação. Durante o desenvolvimento do inquérito, os suspeitos se comprometeram em trocar os aparelhos. Os acidentes ocorreram em 7 e 13 de março.
No primeiro acidente, um casal de Cascavel (PR) caiu de uma altura de cerca de 3 metros. Segundo o comandante da Brigada Militar do município, Pedro Beron da Cunha, o banco em que estavam sentados a mulher de 26 anos e o homem de 28 quebrou e eles despencaram.
A outra falha ocorreu seis dias depois e deixou outras duas pessoas feridas. Dessa vez, os cabos apresentaram problemas e pelo menos 14 pessoas precisaram ser retiradas com o auxílio de uma escada. As vítimas foram encaminhadas ao hospital do município.
O equipamento está interditado pelo Ministério Público desde o segundo acidente, mas pode ser liberado após nova vistoria, que irá ocorrer até o final de julho. Em 2008, o equipamento já havia registrado problemas. Os documentos dos acidentes registrados em março foram anexados ao processo que tramita no Ministério Público.
Marjuliê Martini / Rádio Guaíba e Halder Ramos Correio do Povo