Polícia

Três são indiciados após acidentes em teleférico de Canela

Perícia detectou rachadura em uma das roldanas dos cabos de sustentação

Perícia detectou rachadura em uma das roldanas dos cabos de sustentação
Perícia detectou rachadura em uma das roldanas dos cabos de sustentação Foto : Halder Ramos / Especial CP
Três pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por lesão corporal culposa devido a dois acidentes no teleférico de Canela, na Serra, que deixaram quatro pessoas feridas. Conforme o delegado Luís Rogério Carvalho de Lima, o administrador do Parque do Teleférico, Pompeu Diógenes Dias, o engenheiro responsável pelo equipamento, Márcio Leandro de Barba Filho, e o chefe de manutenção, Wladimir Rodolfo da Rosa, têm responsabilidade pelas falhas.

Segundo a perícia, uma rachadura foi ocasionada pelo desgaste do material de poliuretano que reveste uma das roldanas do aparelho, o que fez com que o cabo que sustenta os teleféricos se soltasse. O brinquedo continua fechado, mas o parque permanece aberto à visitação. Durante o desenvolvimento do inquérito, os suspeitos se comprometeram em trocar os aparelhos. Os acidentes ocorreram em 7 e 13 de março.

No primeiro acidente, um casal de Cascavel (PR) caiu de uma altura de cerca de 3 metros. Segundo o comandante da Brigada Militar do município, Pedro Beron da Cunha, o banco em que estavam sentados a mulher de 26 anos e o homem de 28 quebrou e eles despencaram.

A outra falha ocorreu seis dias depois e deixou outras duas pessoas feridas. Dessa vez, os cabos apresentaram problemas e pelo menos 14 pessoas precisaram ser retiradas com o auxílio de uma escada. As vítimas foram encaminhadas ao hospital do município.

O equipamento está interditado pelo Ministério Público desde o segundo acidente, mas pode ser liberado após nova vistoria, que irá ocorrer até o final de julho.  Em 2008, o equipamento já havia registrado problemas. Os documentos dos acidentes registrados em março foram anexados ao processo que tramita no Ministério Público.


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Marjuliê Martini / Rádio Guaíba e Halder Ramos Correio do Povo