A investigação, iniciada há dois meses, indica que o grupo instalava equipamentos na parte frontal dos caixas-eletrônicos de agências bancárias. Nos terminais de autoatendimento, eram colocados avisos pedindo aos usuários que se dirigissem ao caixa ao lado, onde havia o aparelho para filmar as senhas. Horas depois, os criminosos voltavam ao local e retiravam os dados dos cartões clonados e as imagens das senhas numéricas digitadas.
Em bancos como a Caixa Econômica Federal, foco principal das investigações da Polícia Federal, os criminosos utilizavam as informações dos correntistas em locais conjugados com o Banco do Brasil, nos quais não são solicitadas as senhas monossilábicas, permitindo, assim, o saque apenas com o uso da senha numérica.
Segundo a polícia, a base da quadrilha ficava em Cachoeira do Sul, onde mora um gaúcho que se uniu com cearenses para fazer os golpes. Uma mulher também foi identificada. Ela é suspeita de auxiliar na instalação e retirada dos equipamentos. Outros dois envolvidos, um deles de Fortaleza, já tinham mandado de prisão em aberto.