O processo de extradição do criminoso gaúcho Paulo Seco, apontado como um dos maiores traficantes do País, está emperrado há mais de um mês devido a problemas enfrentados pela Justiça Federal (JF) de Passo Fundo para traduzir documentos. A dificuldade, conforme a assessoria da JF, deve-se à falta de interesse de profissionais aptos a realizar traduções juramentadas, em função dos valores baixos estipulados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para pagar os serviços. Com isso, Seco prossegue recolhido em um presídio do Uruguai, onde foi preso no mês passado.
Em junho, um juiz federal pediu urgência na tradução do processo, de português para espanhol, a fim de encaminhar o pedido de extradição à Justiça Uruguaia. Na ocasião, a JF de Passo Fundo chegou a enviar os documentos ao Ministério da Justiça, para agilizar a transcrição, mas até agora não houve resposta.
O advogado de Paulo Seco declarou à reportagem da Rádio Guaíba que Paulo Seco prefere cumprir pena no sistema carcerário gaúcho. A família do criminoso reside em Bento Gonçalves. Segundo investigações policiais, o gaúcho é chefe de uma organização de traficantes que abastece com drogas o Rio Grande do Sul a facção carioca Comando Vermelho (CV), do traficante carioca Fernandinho Beira-Mar.
Tradutor emperra extradição do traficante Paulo Seco
Justiça Federal ainda não localizou profissional para realizar o serviço