Polícia

Transferido para amanhã depoimento de delegado à Corregedoria

Perícia apontou que arma de policial causou a morte de refém em Gravataí

Previsto inicialmente para esta quarta-feira, o depoimento do delegado regional metropolitano, Leonel Carivali, foi transferido para a tarde desta quinta, sem horário definido, na Corregedoria-geral da Polícia Civil (Cogepol). A informação é do delegado-corregedor Paulo Rogério Grillo, que pretende concluir o inquérito sobre a morte de um refém durante operação policial, em Gravataí, até a próxima semana. Segundo Grillo, após concluído o inquérito, o documento será remetido à Justiça de Gravataí e ao Conselho Superior de Polícia.

No início desta semana, a perícia havia revelado que a bala que matou o agricultor Lírio Persch, 50 anos, durante operação em Gravataí, em 21 de dezembro, partiu da arma do delegado Carivali. Já a reconstituição da morte do sargento da Brigada Militar Ariel da Silva, baleado por policais civis paranaenses, foi transferida para 17 de janeiro. De acordo com o corregedor, a falta de precisão nos laudos referentes à balística e à necropsia foram determinantes no adiamento.

Sargento foi morto em Gravataí


O 1º sargento do serviço de inteligência da Brigada Militar Ariel da Silva foi atingido por cinco disparos de fuzil por volta da 1h30min do dia 21 de dezembro, em Gravataí. A versão apresentada pelos policiais paranaenses é de que o policial militar (PM) atirou contra eles em uma abordagem e ocorreu então o revide com tiroteio. O coronel Silanus Mello, responsável pelo Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar, não acredita na hipótese de o PM ter decidido abordar, de moto, um carro com três ocupantes.

Ariel da Silva estava à paisana, de folga e voltava da casa do pai. "O sargento estava caído, ainda com vida, ao lado da moto e da sua pistola. Estava distante cerca de sete metros atrás do Logan", disse. A vítima atuava há 21 anos na Brigada Militar.

Na tarde do mesmo dia, o empresário Lírio Perscht, 50 anos, morreu em ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e polícias Civil e Militar do Estado. Agentes invadiram o cativeiro onde eram mantidos reféns Perscht e outro empresário – um sobrado amarelo na rua Doutor Luiz Bastos do Prado, atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí.

Ao fim da ação de resgate, três pessoas foram presas – todas com antecedentes por extorsão mediante sequestro. Os policiais envolvidos na morte do sargento da BM foram detidos, em Curitiba, após a Justiça decretar pedido de prisão temporária.

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