No Rio Grande do Sul há quatro regiões metropolitanas: Caxias do Sul, Porto Alegre, Litoral Norte e Rio Grande – esses dois últimos recebem denominação de aglomerados urbanos. “O processo mais intenso e mais complicado está em Porto Alegre. Claro que recém foi criada a região Metropolitana de Caxias, na Serra. Essa é uma região que requer cuidado especial e início de estudo”, esclareceu Busato. “Rio Grande vem sofrendo um grande processo de transformação tendo em vista o pólo naval, então também têm que ser feitas mudanças estruturais muito grandes. No litoral há muito tempo não se faz uma obra estruturante. Nós estamos projetando a avenida do litoral que vai ligar desde Torres até o Sul do litoral”, informou o secretário.
O secretário lembrou que essas mudanças requerem “investimentos pesados” em obras viárias. “Há muito tempo se quer fazer uma renovação das concessões, mas de nada adiantaria renovar uma a uma, porque acabaríamos tendo a mesma coisa que temos hoje”, advertiu.
Na região metropolitana de Porto Alegre – onde o principal modal de transporte é o rodoviário – todas as linhas de ônibus passarão por licitação. “Hoje nós temos, chegando ao Centro de Porto Alegre, 22 empresas que trabalham 1,2 mil linhas em 2,1 mil veículos. São quase 500 mil passageiros por dia”, informou Busato. “Muitas delas são ônibus metropolitanos que entram em Porto Alegre e não podem pegar passageiros a partir do momento que cruzam a divisa com Porto Alegre, ou seja, fazem o mesmo trajeto que um ônibus urbano, o que ocasiona uma intensa movimentação no Centro sem necessidade”, opinou.
O governo do Estado pretende integrar o transporte na região metropolitana de Porto Alegre. “Não vai haver mais ônibus vazio, circulando em Porto Alegre, sem necessidade”, anunciou o secretário “Isso vai poder ocorrer com implantação do bilhete único”, explicou Busato. O projeto do executivo estadual é que com uma única passagem seja possível utilizar ônibus, metrô, barco e bicicleta.