Polícia

Treze são presos em operação contra delivery de drogas em quatro cidades gaúchas

Entorpecentes e armas foram apreendidos em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Esteio e Campo Bom

Treze pessoas foram presas em operação da Draco de São Leopoldo
Treze pessoas foram presas em operação da Draco de São Leopoldo Foto : Polícia Civil / CP

Um esquema de tráfico na modalidade telentrega foi alvo da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, no Vale do Sinos e na Região Metropolitana de Porto Alegre. Treze suspeitos de integrar uma facção criminosa acabaram detidos.

A ação ocorreu em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Esteio e Campo Bom. Foram totalizadas oito prisões preventivas, e mais outras cinco em flagrante, além da apreensão de entorpecentes, armamento de grosso calibre e um veículo de luxo.

Batizada de Operação El Patron, a ofensiva somou cerca de 100 agentes da corporação e englobou o cumprimento de 25 ordens judiciais. A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo coordenou os trabalhos.

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As buscas resultaram no encontro de uma espingarda calibre 12 milímetros, uma carabina .22 com mira holográfica, um revólver, também calibre 22, e uma pistola, de uso restrito, calibre 9 milímetros. Também foram apreendidas munições sem procedência, uma caminhonete da linha Hyundai e porções de maconha, cocaína e ecstasy.

De acordo com o delegado Ayrton Figueiredo, titular da especializada, os traficantes faziam o delivery dos ilícitos através de casais e com o uso de motocicletas. Figueiredo pontua que esta foi a terceira fase da investigação, que teve início no ano passado.

“Em virtude das constantes operações da Draco contra o tráfico de drogas na região, os investigados utilizavam casais para traficar. Eles tripulavam motos para fazer a entrega dos narcóticos, na intenção de passar despercebidos por eventuais barreiras policiais”, explicou o delegado Ayrton Figueiredo.

O titular da Draco de São Leopoldo adiciona que o líder do esquema está preso, desde dezembro, na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas, na Região Carbonífera. Entretanto, a apuração policial indicou que, mesmo dentro do sistema prisional, o traficante utilizava celulares para cooptar usuários e permanecia no comando da telentrega de tóxicos.

"Os membros do grupo criminoso divulgavam a venda de drogas por meio de aplicativos. Houve ocasiões em que eles chegaram a utilizar uma lista de transmissão para anunciar promoções e descontos aos usuários”, revelou Figueiredo.