Conforme o titular da 1ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (Denarc), delegado Mario Souza, a quadrilha utilizava as roupas para executar desafetos e inimigos. Ao longo das investigações, a Polícia Civil descobriu que o bando costumava assassinar usuários de drogas que estivessem em dívida.
De acordo com Souza, os traficantes formavam um grupo de extermínio para cobrar os valores, além de usarem as vestimentas para realizar a segurança dos pontos de tráfico. “O nome da ação foi porque eles eliminavam o devedor até mesmo na luz do dia”, contou Souza ao falar da denominação "Operação Eclipse".
O trio - dois homens, com 24 e 33 anos, e uma mulher, de 20 anos - foi preso no bairro Intersul, em Alvorada, mas costumavam agir na região Metropolitana e também na Capital. Além dos uniformes, foram apreendidos seis toucas ninjas, duas balanças de precisão, três revólveres com a numeração raspada, munição de diversos calibres, carregador de pistola, material para embalar dez mil pedras de crack, cocaína, R$ 300 em dinheiro, documentos e anotações, dois veículos e uma moto.