A Polícia Civil de Novo Cabrais, no Centro do Estado, remeteu à Justiça o inquérito policial que apurou os responsáveis pelo triplo homicídio ocorrido na Localidade de Potreirinhos, interior do município, em 29 de janeiro de 2010. Seis pessoas foram indiciadas por seqüestro e cárcere privado, tortura, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, formação de quadrilha armada e coação.
Foram mortos Alfonso Machado de Mello, de 53 anos, Renato Francisco Machado,de 23, filho de Alfonso, e Alessandro Luis de Mello Schultz, de 17 (enteado de Alfonso e irmão materno de Renato). Os corpos foram encontrados no rio Jacuí, em Cachoeira do Sul. Dois carros usados para transportar os corpos foram apreendidos, ainda em início de fevereiro.
Segundo o delegado José Antônio Taschetto Mota, titular da 2ª DP de Cachoeira do Sul e delegado substituto da DP de Novo Cabrais, o inquérito apurou que houve no mínimo cinco motivações para o delito: o furto de um revólver calibre .38, o fato de que uma das vítimas era testemunha de acusação em um processo-crime por roubo qualificado, que tem dois dos indiciados como réus, na comarca de Sobradinho, um relacionamento amoroso clandestino e a descoberta na casa dos indiciados de um baú cheio de armas de grosso calibre, o que levou uma das vítimas a pensar em denunciar o fato à Polícia. Além disso, um dos indiciados, que é dono de uma fumageira de Candelária, usava talões de cheque de produtor rural, pertencentes às vítimas, para fazer as transações da empresa.
Os seis seguem foragidos, o que levou o delegado a apelar à comunidade, mais uma vez, para que ajude repassando dados à Polícia Civil e à Brigada Militar, pelo disque denúncia 181. O telefone da DP de Novo Cabrais é o 51-3616.5226.
Os indiciados foram identificados como Emiliano Erli Da Silva, Marcos Erli Da Silva, Ceodomar Rodrigues, Gélson Márcio Dias, Nilson Florencio Domingos e Raquel Juliana da Silva.
Triplo homicídio em Novo Cabrais tem seis pessoas indiciadas
Crime teve cinco motivações diferentes, segundo o delegado do caso