Polícia

Um delegado e seis papiloscopistas integrarão Força Nacional no Rio Grande do Sul

Agentes e peritos devem chegar até quarta-feira

Uma equipe de 37 peritos e policiais civis da Força Nacional de Segurança (FNS) começou na manhã desta segunda-feira a viagem e deve chegar entre esta terça e quarta-feira no Rio Grande do Sul com o objetivo de reforçar o trabalho de duas corporações da Secretaria da Segurança Pública do Estado. O grupo é integrado por seis papiloscopistas e quatro peritos, que vão atuar no Instituto-Geral de Perícias (IGP), e também um delegado e 26 agentes, que estarão na Polícia Civil. O deslocamento está sendo realizado com viaturas por via rodoviária. A Brigada Militar (BM) já havia recebido reforço em seu efetivo com a vinda de 120 policiais militares da FNS no final de agosto passado. A tropa federal permanece por tempo indeterminado em Porto Alegre.

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O diretor-geral do IGP, perito Cleber Ricardo Teixeira Muller, revelou que a equipe da FNS vai atuar “principalmente na resolução de homicídios” ocorridos em Porto Alegre e região Metropolitana. O grupo vai realizar perícias em locais de morte e também em armas, inclusive de casos já em andamento.

Muller lembrou que os peritos da FNS são oriundos de outros estados e capacitados pela Instrução de Nivelamento e Conhecimento, do Ministério da Justiça. No entanto, ressaltou, será preciso antes uma adaptação ao trabalho realizado pelo IGP. Cleber Muller prevê até que a ajuda federal contribuirá para desafogar a demanda na instituição.

Já o Chefe de Polícia Civil, delegado Emerson Wendt, explicou que o foco da equipe da FNS será direcionado aos casos de homicídios registrados em Porto Alegre, priorizando regiões conflagradas como os bairros Rubem Berta, Restinga, Lomba do Pinheiro e Santa Tereza, onde inclui-se a vila Cruzeiro do Sul. “Vão atuar integrados com as delegacias de homicídios”, observou. Ele acrescentando que a ideia é incluir na atuação conjunta pelo menos quatro das seis delegacias de homicídios e proteção à pessoa.

O delegado Emerson Wendt lembrou também serão atendidos as novas ocorrências que surgirem a partir do momento em que saírem às ruas com os policiais civis gaúchos, após conhecerem a realidade local.