Polícia

Um mês após desastre aéreo em Gramado, duas vítimas permanecem hospitalizadas em Porto Alegre

Funcionárias de pousada atingida por explosão não tem previsão de receber alta

Avião caiu na área central de Gramado em dezembro
Avião caiu na área central de Gramado em dezembro Foto : Camila Cunha

O desastre aéreo que matou 10 pessoas da mesma família e deixou 17 feridos em Gramado, na Serra gaúcha, completa um mês nesta quarta-feira. Duas pessoas seguem internadas em hospitais de Porto Alegre, desde o dia da tragédia, com queimaduras de 2º e 3º graus. As causas do acidente ainda são foco de investigação.

As vítimas que estão na Capital são duas mulheres, ambas funcionárias de uma pousada atingida na explosão que sucedeu a queda da aeronave. Elas tiveram melhora no estado de saúde, mas quadro das duas ainda é considerado grave. Nenhuma delas tem previsão de receber alta.

Uma das pacientes é Valdete Maristela Santos da Silva, de 51 anos. Ela está internada na UTI do Hospital Cristo Redentor, na zona Norte, com queimaduras em 30% do corpo, mas respira sem a ajuda de aparelhos.

A outra mulher hospitalizada tem 56 ano. Ela permanece internada na UTI de queimados do Hospital de Pronto-Socorro(HPS). O corpo dela teve 43% de queimaduras.

Dez pessoas, todas da mesma família, morreram no desastre. De acordo com o Instituto-Geral de Perícias (IGP), todos os corpos já foram identificados. No entanto, não há prazo para liberação.

Pilotada por Luiz Cláudio Salgueiro Galeazzi, a aeronave decolou por volta das 9h15m, em Canela, mas logo em seguida perdeu altitude e bateu na chaminé de um prédio, atingindo também uma casa, uma loja de móveis e uma pousada. Além da morte de toda a tripulação, 17 pessoas em solo ficaram feridas. Essas vítimas precisaram de atendimento médico, a maioria delas por terem inalado fumaça.