Polícia

Uruguai quer que traficante gaúcho cumpra pena por falsidade ideológica

Advogado de Paulo Seco garantiu que ele prefere voltar para o sistema carcerário gaúcho

O advogado do traficante José Paulo Vieira de Mello (Paulo Seco), João Manoel Armoa, revelou nesta quinta-feira que seu cliente quer voltar e cumprir pena no sistema carcerário gaúcho. Ele esteve no Uruguai, nesta semana, onde o traficante foi preso. Ele chegou a conversar com o juiz especializado em crime organizado e responsável pela prisão, Jorge Díaz, e afirmou que a justiça uruguaia quer que o criminoso cumpra pena de seis meses a um ano no país vizinho, por falsidade ideológica.
 
Paulo Seco tem três filhos com uma advogada paraguaia, que estavam com ele no dia da prisão, e outros dois no Rio Grande do Sul, de outro relacionamento. O advogado ressaltou que o cliente quer ficar próximo da família brasileira, que vive em Bento Gonçalves. "O pai dele está muito doente e é interesse dele se apresentar à Justiça do país e cumprir pena no Estado. Antes da prisão, ele já pensava em se apresentar espontaneamente", alegou o advogado.
 
Em solo brasileiro, duas condenações e três mandados de busca e apreensão pesam contra José Paulo Vieira de Mello. A Justiça brasileira já solicitou a extradição, porém, o documento só deve chegar ao Ministério da Justiça após depois que as denúncias e sentenças forem traduzidas para o espanhol. No Uruguai, Paulo Seco está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Libertad, na província de San José, a cerca de 60 quilômetros da capital Montevidéu. A casa prisional tem recolhidos cerca de dois mil detentos de alta periculosidade.