Polícia

Uso do apito para segurança é ampliado em Porto Alegre

Projeto "Vizinhança Vigilante" começou na Cidade Baixa e foi estendido para mais dois bairros

Projeto "Vizinhança Vigilante" usa apito para promover alertas para moradores de Porto Alegre
Projeto "Vizinhança Vigilante" usa apito para promover alertas para moradores de Porto Alegre Foto : Alina Souza
A experiência do projeto “Vizinhança Vigilante” no bairro Cidade Baixa, com o uso do apito para maior segurança dos moradores, está sendo ampliada em Porto Alegre. Na manhã de sábado, a iniciativa, que tem apoio da Brigada Militar, foi lançada nos bairros Petrópolis e Santa Cecília. O encontro ocorreu no Largo Adair de Figueiredo, na rua Vicente da Fontoura, próximo da avenida Ipiranga.

“Vamos utilizar o apito na prevenção. Já existe uma eficácia: na Cidade Baixa foi coibido atos de vandalismo”, destacou Suzete Carbonell Leal, responsável pela montagem do grupo na região. Ela citou o caso de um indivíduo que estava pronto para quebrar o vidro de um carro estacionado. “Uma moradora apitou e ele saiu correndo. Essa ação deve ser exemplo”, ressaltou.

De acordo com Suzete, o projeto consiste em formar uma rede de moradores que, com seus apitos, vão se comunicar e também promover alertas, além de acionarem as autoridades em casos de emergência. Quatro códigos de apito foram definidos. Conforme Suzete Carbonell Leal, um silvo longo é usado em caso de suspeitos na área; dois silvos curtos são para a presença confirmada de ladrão em ação; um silvo longo seguido de um curto quando alguém está sendo vítima, e um silvo incessante serve como pedido de socorro. O modelo do apito escolhido possui um som “mais abrangente”.

Suzete esclareceu ainda que a ideia será desenvolvida “passo a passo” com o projeto sendo adotado pelos moradores de cada rua dos bairros Petrópolis e Santa Cecília. “O importante é o começo”, frisou, acrescentando que a iniciativa está sendo copiada também por outros bairros da cidade. “A ideia é sempre a prevenção”, faz questão de reafirmar, observando que cidadania é também a comunidade preocupar-se com a segurança pública. Ela considerou igualmente importante o estabelecimento de um canal direto com a Brigada Militar.