O ex-comandante da Guarda Municipal, Adão Azevedo, chegou no trabalho às 6h30min e logo foi conferir se a iluminação natalina tinha sido totalmente removida. “Ao olhar para o alto, me deparei com a pichação”, relatou Azevedo, que registrou ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia e também encaminhou comunicado à Secretaria Municipal da Cultura, já que a estrutura é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae).
Entre as inscrições, símbolos e siglas que foram pichados na chaminé, estão “xarope”, “insonia”, “LSDS” e “ADS”, além de palavras de baixo calão. A sigla ADS é, na verdade, a assinatura de uma gangue de vândalos bastante conhecida na Capital
O chefe de serviço do Centro de Operações do Disque-Pichação, Nilson Rodrigues, faz um apelo para que as pessoas acionem a Guarda Municipal, por intermédio do telefone 153, sempre que presenciarem um ato de vandalismo. Nos primeiros 13 dias de 2011, três denúncias formalizadas possibilitaram a prisão em flagrante de um pichador.
Rodrigues revelou que, em 2010, oito pichadores foram presos a partir de informações repassadas ao Disque-Pichação, que recebeu 104 chamados. Já em 2009, as 103 denúncias recebidas resultaram em 18 flagrantes, Segundo ele, a intenção é incluir a chaminé e a Estátua do Laçador no sistema de videomonitoramento da Guarda Municipal. “Assim conseguiremos inibir a ação dos vândalos. O Laçador vem sendo monitorado de hora em hora por intermédio de patrulhamento”, frisou.
Embora seja quase impossível acessar a escadaria externa da chaminé, lamentavelmente os pichadores da Gangue ADS conseguiram. Ao contrário da pichação anterior, ocorrida na madrugada de 7 de abril de 2006, quando foram utilizadas duas cores de tinta - branca e laranja - para pichar a chaminé no sentido vertical, desta vez os pichadores optaram pelo uso da branca.
A prática da pichação é crime previsto no Código Penal e na Lei dos Crimes Ambientais. A Polícia Civil deverá instaurar procedimento investigativo com o objetivo de identificar e prender os vândalos. Na legislação ambiental, a pena é agravada se os danos atingirem um patrimônio histórico e cultural, como no caso da Usina do Gasômetro.