Polícia

Vítima em supermercado de Porto Alegre foi morta por engano pelo crime organizado

Carro de Marcelo Oliveira Dias tinha a mesma cor do alvo dos traficantes na zona Sul

Carro de Marcelo Oliveira Dias tinha a mesma cor do alvo dos traficantes na zona Sul
Carro de Marcelo Oliveira Dias tinha a mesma cor do alvo dos traficantes na zona Sul Foto : Alina Souza
A investigação da Polícia Civil concluiu que a execução de Marcelo Oliveira Dias, em supermercado na Zona Sul de Porto Alegre, foi um engano de uma ação protagonizada por gangues do tráfico de drogas. Ele foi alvejado manobrava seu veículo na tarde de quinta-feira passada. Uma emboscada, um equívoco e uma coincidência levaram o empresário à morte. A emboscada foi armada por membros de uma gangue da Vila dos Sargentos, interessada em eliminar o “braço direito” de ET, líder de uma quadrilha rival no tráfico de drogas, do Beco do Adelar, na vila Aberta dos Morros.

O equívoco ocorreu na identificação errada. Antes do crime foi usado o perfil de uma jovem, nas redes sociais, para marcar um suposto “encontro amoroso” com o alvo, que por sua vez disse que estaria num carro branco. Uma adolescente de 16 anos, foi no veículo Fiesta branco com mais três criminosos, para identificar o alvo. Ela desceu do carro e a coincidência foi Marcelo Dias estar chegando nesse exato momento no estacionamento com seu Peugeot branco.



O carro de Marcelo estava quase em frente ao Fiesta branco. Então, um dos executores desceu e começou a atirar no empresário. De dentro do Fiesta outro criminoso, também atirou. O verdadeiro alvo da quadrilha, pouco antes de ocorrer o crime, chegou ao estacionamento do supermercado. Ele foi, porém, de moto e pode ter assistido ao crime, segundo a delegada titular da 6ª DP, Elisa Ferreira de Souza.

Em entrevista coletiva no Palácio da Polícia, na tarde deste domingo, o secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, lamentou o caso e anunciou junto ao chefe da Polícia Civil, delegado Emerson Wendt, e ao comandante do Policiamento da Capital, tenente-coronel Mário Ikeda, a prisão de seis bandidos.  Insatisfeitos por não terem matado o homem da confiança de ET, no estacionamento do supermercado, na avenida Cavalhada, a gangue da Vila dos Sargentos, foi na tarde de sábado até o Beco do Adelar para acabar com ET. A população pressentiu a movimentação e avisou a polícia.

Ao atender a ocorrência, soldados do 21º BPM, com apoio de outros batalhões e Força Nacional de Segurança foram ao Beco do Adelar e acabaram recebidos a bala. No confronto os bandidos fizeram uma família refém: seis foram presos, entre os quais, dois envolvidos na morte do empresário. Um foi morto.