Polícia

Vítimas de atirador em Novo Hamburgo serão sepultadas nesta quinta

Cerimônias de despedida ocorrem em diferentes cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre

Atirador matou três pessoas em Novo Hamburgo
Atirador matou três pessoas em Novo Hamburgo Foto : Camila Cunha

As vítimas do atirador em Novo Hamburgo serão sepultadas nesta quinta-feira em diferentes cidades da região Metropolitana de Porto Alegre. As cerimônias envolvem o pai do atirador e o soldado Everton Kirsch Júnior.

O velório de Eugênio Crippa, de 74 anos, ocorre esta manhã em São Leopoldo. O sepultamento está marcado para às 15h no Cemitério Municipal Cristo Rei, também na cidade.

Já o sepultamento do soldado Everton Júnior, de 31 anos, ocorre a partir das 11h no Cemitério Parque Jardim da Memória, em Novo Hamburgo. O integrante da Brigada Militar, inclusive havia se tornado pai fazia somente 45 dias.

Ainda não há informações sobre os atos fúnebres do irmão do atirador, Everton Crippa, de 49 anos, e do próprio autor dos disparos.

O caso

Três pessoas morreram e nove ficaram feridas após um homem ter efetuado disparos na cidade, e em seguida o atirador também foi encontrado morto. A autoridades fizeram um cerco no local dos crimes que durou dez horas.

Durante esse período, ele manteve parentes sob cárcere privado e abriu fogo contra policiais. O atirador foi identificado como Edson Fernando Crippa, de 45 anos. Ele tirou a vida do pai, irmão e de um soldado da Brigada Militar.

| Foto: Arte / Leandro Maciel

Como foi a ocorrência

A ocorrência teve início na noite de terça-feira, no bairro Ouro Branco, em Novo Hamburgo. De acordo com a Brigada Militar, inicialmente, uma guarnição foi acionada para atender a um chamado sobre desentendimento familiar, na rua Adolfo Jaeger.

O relato dava conta que Eugênio Crippa ligou para o 190 informando que o filho o impedia de sair de casa e também o havia agredido. Próximo às 22h40min, a primeira guarnição chegou ao local e entrou no imóvel, onde encontrou o idoso e a esposa, Cleris, de 70 anos. Também estavam ali um dos filhos do casal, Everton Krippa, e a companheira Prescila de Castro Martins, de 41.

Ali, o soldado Everton Kirsch Júnior morreu após ser atingido por um disparo na cabeça. O pai do atirador também foi morto no local. Na sequência, o suspeito teria alvejado o irmão, que estava caído na calçada, e depois retornado para o interior do imóvel.

A ocorrência foi encerrada por volta das 8h30min, quando um terceiro drone adentrou na casa e localizou o corpo do suspeito. Ele morreu após ter sido alvejado durante o tiroteio.

De acordo com a Polícia Civil, o atirador e o pai sofriam de esquizofrenia. O suspeito somava quatro internações psiquiátricas e, apesar disso, ainda mantinha ativo o registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). Ele também havia completado diversos cursos de atirador, conforme a irmã dele informou aos policiais.

*Com informações do repórter Marcel Horowitz

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