O avanço das investigações sobre a chacina ocorrida em Eldorado do Sul, na madrugada dessa segunda-feira, aponta que os criminosos colocaram as seis vítimas contra uma parede para realizar uma execução coletiva. As informações foram colhidas junto a testemunhas ouvidas pela delegada responsável pelas investigações, Patrícia Sanchotene. Segundo ela, a única vítima que sobreviveu ao crime segue no hospital e não corre risco de morte.
Ainda segundo as investigações, o alvo dos assassinos era Gerson Darif dos Santos, apelidado de Balu. Ao menos quatro vítimas do crime, inclusive o adolescente de 15 anos, não tinham relação com o tráfico de drogas e estavam no local somente por lazer, apontou a delegada.
“Os criminosos se aproximaram do bar, perguntaram quem era o Balu e, como ninguém se acusou, eles mandaram que todos ficassem emparedados e começaram a desferir os tiros. Bem uma situação de execução para dar o recado de que, ali, naquele ponto, eles que mandavam. Em princípio, ele era o único alvo desses criminosos. Dos outros, ao menos três maiores de idade e o menor de 15 anos estavam somente por lazer e não tinham envolvimento com tráfico”, afirmou a delegada.
De acordo com as informações coletadas pela polícia, três homens efetuaram os disparos e em seguida fugiram em um veículo Astra de cor escura. Segundo a delegada, já existem suspeitos do crime. As vítimas, nenhuma delas armada, foram baleadas em frente a um bar, localizado junto à esquina da avenida A com a rua Ayrton Senna. Os maiores de idade tinham de 20 a 25 anos, informou a delegada.
Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba
Vítimas de chacina em Eldorado foram colocadas na parede para assassinatos
Ao menos quatro pessoas não tinham envolvimento com tráfico de drogas