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A delegada Caroline Bamberg afirmou que as imagens foram gravadas pela madrasta na tentativa de mostrar as atitudes agressivas de Bernardo com a família. "Quando esse vídeo vier a público, a população vai saber como era a situação dentro da casa. O vídeo é bem revelador e demonstra o comportamento que ele (Leandro) tinha com o filho", declarou a delegada.
O vídeo deve ser usado como principal prova de acusação no processo da morte do menino. A audiência teve início nesta terça-feira no Fórum de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul.
A morte da mãe de Bernardo
O suposto suicídio de Odilaine, em 2010, voltou a ganhar repercussão em 2014, após o assassinato de Bernardo, de 11 anos, no Norte do Estado. Para a defesa da avó, o pai do menino é suspeito de envolvimento também na morte da mãe. O advogado de Jussara Uglione, vó de Bernardo, Marlon Taborda, frisou, ainda, que Boldrini presenciou o fato, já que Odilaine morreu dentro da clínica dele, três dias antes da assinatura da separação. Em maio, o médico se tornou réu pela morte do filho, junto da madrasta de Bernardo, a enfermeira Graciele Ugulini, e dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, conhecidos do casal.
Taborda pediu a reabertura do caso sustentando que o perito responsável pelo exame no corpo da mãe do menino, é parente do pai do garoto, Leandro Boldrini. Conforme pesquisa feita pelo advogado, a filha do examinador é casada com um primo de Leandro, médico acusado de participar do homicídio do garoto em Três Passos. Marlon Taborda também afirmou que o perito pode ter forjado uma tomografia de Odilaine Uglione, apresentada ao Poder Judiciário quatro anos após a morte da mulher.
O advogado também questionou o fato de a perícia no corpo de Odilaine ter sido feita durante a noite. Outro ponto levantado é o fato de terem sido encontrados resquícios de pólvora na mão esquerda da mulher, que era destra. Ele destacou ainda, que vai aguardar decisão judicial sobre a reabertura do caso para apresentar as novas informações obtidas. O pedido de reabertura do inquérito foi negado pelo juiz de Três Passos Marcos Agostini no dia 28 de julho.