Segundo diretor-presidente do Sindseg, Júlio César Rosa, a recuperação de veículos caiu de 45% para 35%. “Dois dias é o tempo para a recuperação do carro. Se não ocorrer neste prazo, o proprietário não terá chance de reaver o automóvel”, destacou. Segundo ele, depois desses dois dias, 95% dos veículos roubados ou furtados no Estado não são recuperados.
Conforme Rosa, os automóveis são utilizados para o desmanche que abastece o mercado clandestino de vendas de peças, translado estadual e internacional, clonagem e furto/roubo do carro para utilização em outras ações criminosas como sequestro e assaltos a bancos e lojas.
Os veículos mais velozes são utilizados para práticas em outros delitos, como sequestros relâmpago e assaltos. “Os importados têm como destino o translado para outros estados, rotas internacionais dos países do Mercosul ou a indústria da clonagem de veículos”, explicou. Segundo o presidente do sindicato, a área da segurança pública gaúcha precisa discutir ações para interromper a ação da indústria do crime, que na opinião de Rosa, é muito organizada.
De acordo com diretor, os criminosos têm atuado próximo de escolas, estacionamentos de shoppings, supermercados e parques. Na saída de casa, o motorista precisa estar atento aos horários entre 7h e 8h e das 18h às 20h. Os motoristas também devem tomar cuidado ao estacionar seus veículos e acionarem seus mecanismos de travamento eletrônico. No entando, admitiu que dispositivos utilizados pelos criminosos estão bloqueando ou captando o sinal do alarme, possibilitando que o criminoso tenha acesso ao interior do automóvel.