Polícia

Vigilante que manteve mulher refém em Canoas será julgado também por estupro

Rodrigo Luz foi denunciado ainda por cárcere privado, tentativa de homicídio e receptação

A Justiça aceitou denúncia do Ministério Público contra o vigilante Rodrigo Luciano Luz, de 32 anos, na sexta-feira. Ele manteve a ex-mulher em cárcere privado por mais 69 horas em Canoas. A promotora Gisele Soares o denunciou por estupro, tentativa de homicídio, cárcere privado e receptação. A partir de agora, o juiz Cristiano Vilhalba Flores enviará ao MP um comunicado e o réu será notificado para nomear um advogado e apresentar a defesa preliminar. O julgamento não tem data prevista e uma audiência deve ser marcada para o magistrado ouvir as partes. Luz está preso desde que se entregou, no dia 15 de fevereiro.

A operária Josiane Pontes, que foi mantida como refém, havia confirmado que sofreu agressão física durante o cativeiro. Ela disse, em depoimento, que solicitou reiteradas vezes que o companheiro a libertasse.

Durante o Carnaval, Rodrigo Luz a manteve sob a mira de um revólver calibre .38 na casa onde ela reside, na rua 11, bairro Guajuviras, em Canoas. Durante pouco mais de 69 horas, dois negociadores da Brigada Militar se revezaram conversando com o vigilante, mantendo contatos telefônicos em horários regulares até que ele se entregasse.