Os acessos à casa onde o vigilante Rodrigo Luciano Luz, de 32 anos, mantinha a ex-mulher, Josiane Pontes, de 29 anos, como refém, em Canoas, estavam fortemente trancados para evitar que a Brigada Militar (BM) invadisse o local. A residência, situada na rua 11 da quadra C do bairro Guajuviras, estava com ferros e até sacos de cimento bloqueando as portas. Conforme o subcomandante geral da BM, o coronel Jones Calixtrato dos Santos, essa situação foi decisiva para que os agentes descartassem a hipótese de invasão para tentar resgatar a refém.
Segundo o coronel, com os bloqueios providenciados pelo vigilante atrapalhariam uma possível invasão. "Com os obstáculos, levaríamos cerca de quatro segundos para entrar na casa. Ele precisaria só de um segundo para matá-la", explica. Para o subcomandante, uma invasão só ocorreria em caso de agravamento da situação dentro da casa. "Se ouvíssimos um tiro ou se ela perdesse o controle e começasse a quebrar coisas dentro da residência poderia haver essa possibilidade", ressalta.
Vigilante usou ferro e sacos de cimento para bloquear as portas
Invasão só ocorreria em caso de agravamento da situação dentro da casa