Moradora da região há 40 anos, uma senhora que não quis se identificar elogiou a presença da polícia militar. ”Queremos paz. Não temos nada a ver com o tráfico e não podemos virar um Rio de Janeiro com guerra de gangues a todo o momento”, desabafou. Outra moradora afirmou que nunca tinha visto o fechamento de escolas e postos de saúde em função de conflitos de traficantes. “Foi uma demasia o fechamento postos de saúde e escolas em função da violência. Ainda bem que a polícia vai ficar bastante tempo na vila”, comentou.
A diretora da escola estadual Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, Beatriz Rocha Gonçalves, disse que os novos professores da escola ficaram assustados com a violência na região. “ O clima ficou tenso porque ouvíamos os tiros na rua Dona Otília”, explicou. Ela defendeu a realização de patrulhas diárias próximo das escolas como forma de inibir a ação dos criminosos.
O comandante do Território de Paz Santa Tereza, major José Carlos Pacheco, do 1º BPM, informou que 90 policiais estão atuando no local. “Vamos ficar o tempo que for necessário e não existe toque de recolher na região porque estamos atuando para dar tranquilidade aos moradores”, destacou. Conforme o major, a situação foi tranquila na manhã desta sexta-feira.