Os frequentes casos de violência na região da Vila dos Sargentos, na zona Sul de Porto Alegre, levaram ao fechamento da unidade básica de saúde do bairro Serraria. De acordo com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o fechamento por essas motivações é inédito e teve como ato final ato hediondo atribuído a disputas do tráfico de drogas: o corpo de uma vítima foi encontrado esquartejado e decapitado nas imediações da unidade.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que os 14 funcionários do local foram remanejados para trabalhar nas unidades Guarujá e Ipanema. Não há qualquer previsão de reabertura do posto, que atendia mais de 5 mil moradores da Serraria. Por enquanto, precisam se deslocar entre três a seis quilômetros para buscar atendimento nas unidades dos bairros adjacentes.
De acordo com a prefeitura, há tratativas com o Exército sobre o uso de terreno na entrada da comunidade, local em que o posto seria reaberto. O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Paulo de Argollo Mendes, não vê a solução como suficiente. “O conceito moderno é de uma área de segurança, com uma estrutura física bem iluminada, cercada, onde se coloca a escola, a creche, o posto da Brigada Militar, o posto da Polícia Civil e a unidade de saúde. Ou seja, cria-se um centro mais seguro também para os moradores", projetou.
Os números do Simers indicam escalada da violência no entorno dos postos de saúde. Conforme dados do sindicado, desde 2014, o Rio Grande do Sul já soma 80 casos de violência em unidades de saúde e seus arredores. Só neste ano já foram 20 casos, nove deles em Porto Alegre.
Violência obriga fechamento permanente de unidade de saúde na zona Sul de Porto Alegre
Prefeitura busca acordo com Exército para usar terreno em outro ponto e reabrir posto