Glai Maria da Costa Conceição, 47 anos, assassinada em Mostardas no sábado, quis cancelar uma medida protetiva contra o homem de 36 anos, companheiro dela, apontado como autor do crime. De acordo com a Polícia Civil, o sujeito chegou a ser preso por agressão em junho de 2025, quando foi deferida a medida, mas a vítima tentou revogar o termo em agosto. Não houve revogação, o que não impediu a volta do relacionamento, com os dois morando juntos desde o início do mês, quando ele deixou a cadeia, em 5 de fevereiro.
"Ela procurou a delegacia para isso [revogar a medida protetiva], mas a informamos que teria de ir ao Fórum. Não houve cancelamento, apesar da vontade dela. Quando o suspeito foi solto, o juiz manteve a medida protetiva. Mesmo assim, ela voltou a se relacionar com ele”, explicou o delegado titular da DP de Mostardas, André Castilho.
Nesse domingo, uma ordem de prisão preventiva foi expedida contra o investigado, que ainda não havia sido preso até o momento desta publicação. Ele soma antecedentes por homicídio, roubo e tráfico de drogas, entre outros delitos. Também seria integrante da facção Bala na Cara.
O corpo da mulher foi encontrado com hematomas sobre uma cama por uma familiar, no imóvel onde o casal vivia, na localidade de São Simão, área rural de Mostardas, próximo às 10h50min. Ela teria sido agredida com golpes de objeto contundente. O Rio Grande do Sul acumula pelo menos 18 feminicídios desde o início do ano.