Vizinhos das três pessoas da mesma família que desapareceram há mais de uma semana na cidade de Cachoeirinha, na região Metropolitana, seguem intrigados e preocupados com o possível desfecho que pode ter acontecido com o trio. Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, não é vista desde o dia 24 de janeiro. Ela é filha do casal Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos.
Os idosos desapareceram em 25 de janeiro quando saíram para procurar a filha que teria publicado em suas redes sociais que teria se envolvido em um acidente de trânsito na cidade de Gramado. No entanto, não houve registro de ocorrência de trânsito envolvendo Silvana por parte do Comando Rodoviário da Brigada Militar. Os idosos são proprietário de um minimercado, anexo à residência, que segue de portas fechadas.
Gislaine Aparecida Silva Rodrigues, que mora há 17 anos no bairro, afirma ser amiga da família Aguiar. "Eles já moram aqui há mais de 30 anos. São pessoas maravilhosas. Disseram que eles teriam dívidas. Duvido muito. Eles eram muito certinhos. Silvana também. A gente não vê motivação para esse desaparecimento."
A vizinha conta que Silvana trabalhava no minimercado junto como família, vendendo cosméticos, e que ela sempre foi atenciosa com os pais, ajudando no que precisasse. "Todo mundo gosta deles na vizinhança. Nunca tiveram problema com ninguém. São pessoas simples que, antes do desaparecimento, ficavam ali sentados na frente do estabelecimento comercial tomando chimarrão."
Eva Silveira Braseiro e a manicure Ângela Teixeira, que também são vizinhas há anos dos proprietários do minimercado, contam que o sumiço do casal segue sendo um mistério para todos. "É muito estranho tudo isso. Do nado, simplesmente somem", comenta Eva, completando que entrou em pânico com a notícia que viu nos noticiários.
"Ninguém sabe nada. É um mistério. Silvana é uma baita mãe. Sempre faz tudo para o filho de 8 anos. Para nós, isso é uma tragédia. São pessoas boas. Nunca se envolveram com nada. Pensa bem. A pessoa desaparece. Isso é uma loucura," diz Ângela.
POLÍCIA SEGUE MOBILIZADA E TRABALHA COM POSSIBILIDADE DE CRIME
A Polícia Civil de Cachoeirinha está mobilizada há dias e trata a situação como um possível crime envolvendo suposto cárcere privado ou homicídio. Câmeras de videomonitoramento da vizinhança capturaram movimentações suspeitas de três veículos distintos na noite de 24 de janeiro na casa de Silvana, no bairro Granja Esperança, data em que ela desapareceu.
As imagens registram os veículos entrando e saindo entre 20h33min até às 23h44min. Depois cessaram as movimentações no local. Um dos veículos, que seria o de propriedade de Silvana, ainda permanece estacionado nos fundos do terreno. Para avançar nas investigações, as autoridades já realizaram quebras dos sigilos telefônicos e bancários dos envolvidos. Um projétil foi encontrado e apreendido pela Polícia no pátio da residência do casal de idosos, no bairro Anair.