A medida foi tomada após um sargento da Brigada Militar, lotado no Departamento de Inteligência da Casa Militar do Palácio Piratini, ser preso na sexta-feira por extorsão. As investigações acabaram apurando que César Rodrigues de Carvalho também acessava dados por meio do Sistema Consultas Integradas. Entre os espionados estão políticos, advogados, jornalistas e delegados. Até mesmo a governadora aparece na lista de acessos do policial.
Yeda também pediu que seja elaborado um mecanismo de "auditoria" para a contagem da média de acessos e assim seja reforçada a proteção do banco de dados. Segundo ela, o sistema eletrônico não contém dados sigilosos. "Pedi ao comandante da BM que informe como funciona. Não há como comparar o que acontece na Receita Federal com o caso do sargento, os dados do sistema de consultas integradas é organizador", disse. A governadora afirma ainda que a ordem é "melhorar o sistema, blindar contra uso indevido, investigar, punir e prevenir".