Em sua primeira manifestação sobre o pedido de impeachment de seu mandato, o prefeito Nelson Marchezan Júnior desqualificou o conteúdo do documento. "É tecnicamente descabível. Não tem racionalidade e nem lógica", ressaltou Marchezan em entrevista à Rádio Guaíba, na manhã desta segunda-feira, antes de se reunir com os líderes da base aliada na Câmara dos Vereadores.
O prefeito ressaltou ainda que a reunião não tratará sobre o pedido de afastamento protocolado na última quarta-feira por um grupo de taxistas. "É uma reunião padrão, que fazemos em todas as segundas-feiras", disse.
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Para os taxistas, o município vem abrindo mão de receitas ao não cobrar dos motoristas de aplicativos como Cabify e Uber a taxa de gerenciamento operacional (TGO). A legislação sancionada pela Prefeitura prevê o pagamento de taxa mensal de R$ 74 pelos condutores de aplicativos de transporte individual.
Marchezan disse ainda que o pedido de impeachment apenas tira a atenção dos "verdadeiros problemas de Porto Alegre" e que não está preocupado com isso.
A procuradoria da Câmara deve decidir ainda hoje como será o rito do impeachment. Há a possibilidade de que seja seguido um decreto da Casa de 1967, que prevê que todos os vereadores votem pelo recebimento ou não do pedido de cassação. Ou a procuradoria pode optar por seguir a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) , que determina que o presidente da Câmara decida sobre a aceitação do impeachment.
"É descabível", diz Marchezan sobre pedido de impeachment
Prefeito se reuniu com base aliada na Câmara de Vereadores