O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste domingo, 8, que está convicto de que será possível assinar o acordo entre Mercosul e a União Europeia até o fim de 2025, durante o comando brasileiro no bloco sul-americano.
Segundo Lula, a medida será essencial para garantir o multilateralismo em contexto de “ressurgimento do protecionismo”.
“Como enfatizei em minha recente visita de Estado à França, é essencial fazer um esforço de esclarecimento sobre a total compatibilidade desse acordo com os interesses das duas partes do ponto de vista ambiental, comercial e estratégico”, disse o presidente no X.
Lula se reuniu neste domingo, em um almoço em Mônaco, com o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa.
O presidente estava acompanhado dos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira; Ciência e Tecnologia, Luciana Santos; e Meio Ambiente, Marina Silva.
Segundo Lula, o governo brasileiro vai buscar, nas próximas semanas, deixar claro as "convergências e complementaridades” entre a agricultura brasileira e europeia.
A compatibilidade com o Acordo de Paris também é um objetivo da agenda do Executivo.
“Somos todos atores que compartilham a certeza de que a transição energética justa representa oportunidades de se constituir uma nova agenda de desenvolvimento econômico inclusivo e que preservará a saúde do planeta”, disse o petista.
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