Política

Ação de improbidade administrativa decorrente da Operação Rodin é suspensa

Legalidade da escuta de conversas entre Lair Ferst e Marcelo Cavalcante está em análise<br />

A juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara Federal de Santa Maria, decidiu suspender a ação de improbidade administrativa, decorrente da Operação Rodin, pela segunda vez. A magistrada precisou parar a tramitação do processo até que o Ministério Público Federal demonstre a legalidade das escutas de conversas entre o réu no processo criminal da fraude do Detran Lair Ferst e o ex-chefe da representação gaúcha em Brasília Marcelo Cavalcante encontrado morto no início do ano passado.

O advogado de dois investigados no processo, o ex-secretário Geral de Governo Delson Martini e da ex-assessora da governadora Yeda Crusius Walna Menezes, Norberto Flach, disse que as escutas seriam falsas e produzidas para uma suposta delação premiada a Lair Ferst.

A ação de improbidade administrativa que tramita contra diversos políticos gaúchos é uma continuidade da Operação Rodin, que investiga a fraude que desviou pelo menos R$ 44 milhões do Detran. O esquema funcionava por meio de subcontratações ilegais para a realização das provas teóricas e práticas para a obtenção da carteira de motorista, que envolviam duas fundações ligadas à Universidade Federal de Santa Maria. No final do ano passado, o deputado Frederico Antunes solicitou que fosse revista a decisão que tornou os bens dele indisponíveis. A solicitação foi negada pela juíza federal.

Esta é a segunda vez que a ação civil pública fica suspensa. Isso porque, no ano passado, o deputado federal José Otávio Germano, protocolou um pedido para que Simone Barbisan Fortes fosse declarada suspeita para continuar no andamento do processo. Em dezembro, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região rejeitou a solicitação de Germano.