Política

Ação popular quer que Moro pague R$ 3 milhões aos cofres públicos por gastos do fundo partidário

Iniciativa é de autoria do presidente estadual do PT, deputado federal Paulo Pimenta

Ação acusa Moro de utilizar recursos públicos para promoção pessoal
Ação acusa Moro de utilizar recursos públicos para promoção pessoal Foto : MARCELO CAMARGO/ ABR/ CP

O presidente estadual do PT, deputado federal Paulo Pimenta, ingressou na Justiça Federal com uma ação popular contra o ex-juiz Sergio Moro e o Podemos - partido pelo qual foi filiado e lançado como pré-candidato à presidência - pedindo o ressarcimento ao erário público por possíveis valores gastos do Fundo Partidário na sua pré-campanha. Segundo trecho da ação, Moro "obrou de forma ardilosa e premeditada no sentido de se valer de recursos públicos única e tão somente para fins de promoção pessoal, já que nem ficou filiado ao Podemos, nem manteve a pré-candidatura presidencial", cita trecho da ação.  

Para tal, ele pontua que Moro filiou-se ao Podemos em novembro de 2021, na qual anunciou a sua pré-candidatura à Presidência da República. E, após menos de cinco meses, ele desfiliou-se, passando a integrar o União Brasil. Além da mudança de partido, ele também trocou o domicílio eleitoral, passando de Curitiba para São Paulo. Destaca ainda que os atos de pré-campanha teriam somado gastos de R$ 3 milhões, que seriam oriundos do fundo partidário ao qual o Podemos tem direito. 

Por ser uma ação popular, Paulo Pimenta ingressou como cidadão na vara de Santa Maria, onde está o seu domicílio eleitoral. A iniciativa foi protocolada nesta quarta-feira e foi distribuída para o juiz substituto da 3ª Vara Federal de Santa Maria, Rafael Tadeu Rocha da Silva. Agora, caberá a ele decidir se a ação é plausível e, se sim, requisitar a Moro e ao Podemos detalhamento dos gastos, pedir novas informações ou ainda, em caso de rejeição, arquivar a ação.

Com base nas justificativas, ele pede que o partido forneça toda a documentação sobre os gastos realizados na pré-candidatura de Moro e, ao fim, "reconhecendo o desvio de finalidade e o correspondente dano ao erário" e que eles ressarçam. Segundo Marcelo Gayardi Ribeiro, um dos advogados que apresenta a ação, uma das argumentações é a de que houve desvio de finalidade do Fundo Partidário.