Aclamado pela militância como "futuro presidente da República", Aécio disse buscar inspiração nos legados de seu avô Tancredo Neves e de tucanos como Mário Covas e Fernando Henrique e Ruth Cardoso no momento em que se completa 20 anos da "maior transformação da história recente do País": o Plano Real. O tucano aproveitou para defender o governo de Fernando Henrique, atacou a usurpação de ideias do PSDB, como a estabilidade econômica e os programas de transferência de renda.
Não faltaram críticas também à política de alianças do atual governo. "Nunca se viu antes na história do País um nível tão ousado de aparelhamento e compadrio. Este é um governo dos amigos, com os amigos, para os amigos e pelos amigos", acusou.
FHC defende proximidade com o povo
O ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso defendeu neste sábado que o partido se preocupe em se aproximar da população. "Temos que ouvir o País. O PSDB, Aécio Neves, tem que ser um PSDB muito próximo do povo", disse durante a conferência nacional do partido.
Fernando Henrique afirmou que "a força dinâmica" pertence às mulheres e aos jovens, que devem ser os principais interlocutores do partido. "Nós vamos ganhar porque vamos ouvir muito. Não teremos preguiça de andar por toda parte", disse, em referência à corrida ao Palácio do Planalto em 2014. O discurso dele, que foi apresentado como "o presidente que mudou o Brasil", durou mais de 20 minutos e foi fortemente aplaudido pelos militantes.
Economia
O ex-presidente exaltou as medida econômicas tomadas em seu governo e criticou o PT. "Resolvemos enfrentar de cara o maior problema do País, que levava o pobre à miséria, que era a inflação. Tivemos que ter confiança em nós próprios. Não foi fácil. Tivemos que explicar o que estávamos fazendo. Dizem que eles fizeram a estabilidade do Brasil, mas não", disse.
"Quando resolveram fazer as coisas certas - como fazem agora, a lei dos portos, - fazem de maneira equivocada, não explicando a todos e não compondo interesses. Fazem atrasado", criticou. "O Brasil está cansado do que está aí. O principal ministério desse governo é o de desinformação e propaganda. Hoje existe uma voz só, a voz do partido, do governo, do Estado. As empresas do Estado falam a mesma voz do partido", criticou.