O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, concedeu nesta quinta-feira uma entrevista coletiva em que rechaçou as declarações da presidente Dilma Rousseff, feitas em pronunciamento após a aprovação do pedido de abertura do processo de impeachment. Para Cunha, a manifestação da chefe de Estado foi fundamentada em ataques pessoais e em mentiras.
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"Eu quero deixar bem claro que a presidente mentiu à nação quando disse que o governo não autorizou qualquer barganha. Ela simplesmente estava participando de uma negociação, o ministro levou um deputado ao gabinete e lá a presidente queria que tivesse o comprometimento de aprovar a CPMF. Eu não sabia da presença do deputado e sequer do conteúdo do diálogo e simplesmente foi me trazida a proposta”, afirmou Cunha em entrevista na Câmara.
Cunha afirmou que não tem intenção de atacar a presidente. Segundo ele, Dilma precisa saber responder ao pedido de abertura do processo. "Não vou agredir a presidente nem foi essa a fundamentação da decisão. Foi factual. Ela tem que saber responder à tipificação. Partir para ataques pessoais apenas mostra o desespero. Eu não fiz o comunicado com satisfação", enfatizou.
O presidente da Câmara garantiu que não existe rixa pessoal com Dilma e reiterou que sua função foi apenas comunicar a decisão. "Eu acho que embates pessoais não vão resolver a situação dela. Não há guerra. O que há é a incapacidade de governar do Executivo. Isso acaba refletindo em contendas desnecessárias. Eu não ataquei a honestidade da presidente", completou Cunha.
"A presidente mentiu", diz Eduardo Cunha sobre pronunciamento
Deputado lamentou ataques pessoais da chefe de Estado após abertura de processo de impeachment