O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o reajuste de 7,7% aos aposentados aprovado pelo Congresso Nacional, o governo não terá como enviar nova Medida Provisória concedendo o reajuste de 6,14%, como pretendia originalmente, por se tratar do mesmo assunto. A solução, segundo ele, seria a concessão de um abono com o percentual original da MP nas aposentadorias e benefícios da Previdência. De acordo com Paulo Bernardo, o governo que assumir em 2011 dará tratamento definitivo ao reajuste.
O ministro lembrou que ele e o titular da Fazenda, Guido Mantega, aconselharam o veto, mas o presidente disse que, antes de tomar a decisão, iria pensar e ouvir outras pessoas sobre o assunto. Apesar da indefinição, o ministro acredita que Lula não sancionará o reajuste.
Ele destacou, no entanto, que o que está garantido, se houver o veto, é apenas a reposição da inflação, que é de 3,54%. “O compromisso do governo era 7%. Como o Congresso extrapolou, não há como fazer voltar os 6,14%, a não ser pela forma de abono.” Paulo Bernardo participa na tarde de hoje de reunião do Comitê Gestor da Copa do Mundo de 2014.
Abono pode ser opção a reajuste de aposentados, diz Bernardo
Para ministro, governo que assumir em 2011 deve dar tratamento definitivo à questão