Na tarde dessa quarta-feira, ficou definido também o local do esperado anúncio. Ele ocorrerá na sede da prefeitura, pela manhã. Integrantes do governo do Estado preferiam que a solenidade acontecesse no Piratini, mas foram voto vencido, uma vez que a cerimônia no sábado já vai ocorrer em função das articulações do governo estadual. A ideia inicial era que Dilma fizesse o anúncio ainda amanhã, quando inicia sua agenda no RS, cumprindo promessa feita em sua última viagem à Capital, no mês passado, quando disse que a questão estaria fechada no máximo até a metade de outubro e que viria ao Estado para a comunicação oficial.
Como o governador Tarso Genro só volta do Chile à noite e o combinado era de que o anúncio do metrô fosse feito em conjunto por Dilma, ele e o prefeito José Fortunati, o Piratini se movimentou para que a agenda fosse adiada. A primeira opção sugerida era a segunda-feira, mas a Presidência acabou optando pelo sábado.
União, Estado e prefeitura bateram o martelo sobre a equação global na segunda-feira, na rodada final de negociações em Brasília, com integrantes dos ministérios do Planejamento e das Cidades e os secretários estadual do Planejamento, João Motta, e de Gestão de Porto Alegre, Urbano Schmitt. Desde então, os técnicos fecham o detalhamento das planilhas de custos.
O custo total estimado do metrô é de aproximadamente R$ 5 bilhões. Do montante, o poder público entrará com R$ 3,5 bilhões e a iniciativa privada com R$ 1,5 bilhão. Dos R$ 3,5 bilhões, a União já havia garantido R$ 1 bilhão a fundo perdido, em 2011, quando o custo total projetado ainda era de R$ 2,4 bilhões, e a contrapartida do Estado e da prefeitura de R$ 750 milhões.