O adversário de Sartori, Paulo Ziulkoski, por sua vez, que também registra a pré-candidatura nesta sexta, tem como apoiadores o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Eliseu Padilha, e a Associação de Prefeitos do partido, que tem entre seus líderes o prefeito de Gravataí Marco Alba. Padilha, que é ligado ao vice-presidente Michel Temer, trabalha nos bastidores pela manutenção do apoio à presidente Dilma Rousseff.
No ano passado, o PMDB realizou 15 encontros no Interior, onde o nome de Sartori foi aclamado como candidato na grande maioria das reuniões. A demora para assumir a candidatura e o trabalho de Padilha e Alba junto aos prefeitos, no entanto, alterou o cenário. Nos bastidores, já se fala que o apoio da base virou de Sartori para Ziulkoski, que assumiu a pauta do municipalismo como bandeira de campanha.
A mudança no quadro eleitoral interno do partido acabou gerando polêmica na definição da resolução com as regras que nortearão a pré-convenção. Além de delegados e presidentes do partido, prefeitos e vereadores em exercício também terão direito a voto no dia 15 de março. O que, segundo a ala pró-Ziulkoski, pode virar o amplo favoritismo de Sartori. 'É a base contra a cúpula', dizem os aliados do presidente da Confederação Nacional dos Municípios.