Membros da diretoria e lideranças do Psol concederam entrevista coletiva ontem, em Porto Alegre, para questionar a compra de um imóvel por parte de Tarsila Crusius, filha da governadora Yeda Crusius (PSDB), e também para fazer novas acusações de suposta prática de caixa dois na campanha eleitoral de 2006. O advogado Fábio Medina Osório rebateu as acusações. "São movimentos políticos do Psol, que atua em caráter intimidatório", afirmou.
Conforme certidão do Serviço de Registro de Imóveis distribuída durante a coletiva, a compra da residência de Tarsila ocorreu no dia 3 de junho de 2009. A unidade habitacional fica no condomínio Villa Jaguanun, no bairro Cristal, em Porto Alegre, e teria sido adquirida no valor de R$ 310 mil. Integrantes do Psol disseram que Tarsila Crusius não exerce função remunerada no governo estadual e que, portanto, não teria condições de arcar com o investimento. Não foram apresentadas outras evidencias que possam comprovar supostas irregularidades.
Agora, a denúncia deve ser encaminhada ao Ministério Público de Contas (MPC). Osório informou que entregará os documentos comprobatórios aos órgãos competentes para reafirmar a licitude da negociação. "A aquisição está formalmente correta e registrada. Os recursos vieram de empréstimos pessoais e poupança acumulada ao longo dos anos", explicou. O advogado informou que Tarsila Crusius irá processar por danos morais os quatro integrantes do Psol que participaram da entrevista coletiva: o presidente estadual da sigla, Roberto Robaina, a deputada federal Luciana Genro e os vereadores Pedro Ruas e Fernanda Melchionna.
Os líderes do Psol ainda fizeram nova acusação de caixa 2 na campanha eleitoral de Yeda Crusius em 2006. Desta vez, o vice-governador Paulo Feijó (Dem) teria doado quantia para garantir o pagamento de aluguel do comitê eleitoral, localizado na avenida Nilo Peçanha. A doação constaria na declaração de Imposto de Renda de Feijó e do locatário. Entretanto, o valor não estaria explicitado na prestação de contas da campanha da governadora. "Aquele comitê não pertencia ao PSDB. Foi um gasto pessoal do Feijó, que optou por fazer uma campanha para vice-governador", disse Osório. Ele confirmou que irá acionar judicialmente, ainda neste mês, o vice-governador Paulo Feijó por danos morais acumulados contra a imagem de Yeda Crusius.
Advogado considera levianas as acusações do Psol
Lideranças do partido questionaram compra de imóvel para filha da governadora Yeda Crusius