Política

Advogados da OAB-RS contrários ao impeachment fazem protesto em Porto Alegre

Grupo também anunciou duas ações tendo como alvo o juiz federal Sérgio Moro

Advogados da OAB-RS contrários ao impeachment fazem protesto em Porto Alegre
Advogados da OAB-RS contrários ao impeachment fazem protesto em Porto Alegre Foto : Lucas Rivas / Especial / Rádio Guaíba / CP
Advogados gaúchos contrários à saída da presidente Dilma Rousseff protestaram, no fim da tarde desta segunda-feira, em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio Grande do Sul, no Centro de Porto Alegre. O encontro reuniu centenas de juristas na rua Washington Luiz, depois das 17h. No mesmo horário e sob tumulto, o presidente nacional da OAB protocolou um pedido de impeachment da presidente, aprovado pelo Conselho Federal da entidade, em separado ao que já tramita na Câmara Federal.

Durante a manifestação, uma petição pública assinada por mais de 1,1 mil advogados foi apresentada. O ofício vai embasar duas ações contra a postura adotada pelo juiz federal Sérgio Moro, entre elas o vazamento de áudios envolvendo a presidente Dilma, que detêm foro privilegiado. Em uma das frentes, o documento vai ser protocolado na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Uma notícia crime também vai ser apresentada ao Ministério Público Federal (MPF). Nos dois casos, o juiz Moro pode sofrer advertências, com risco inclusive de ser afastado do caso.

Conforme um dos líderes do movimento, advogado Mário Madureira, a OAB Nacional tomou postura golpista ao protocolar um pedido de impeachment contra a presidente embasado em delações premiadas ainda não comprovadas pela Justiça. “A OAB está sendo golpista, neste momento, porque ela está traindo o seu compromisso e obrigação legal de defender o estado democrático de direito”, pontuou.

Após receber uma cópia da petição pública, o vice presidente da OAB-RS, Luiz Eduardo Pellizzer, disse respeitar a manifestação dos colegas, mas assegurou que atos realizados como o de hoje não vão contaminar as decisões independentes da Ordem. Pellizzer garantiu, ainda, que o teor do ofício vai ser levado ao colegiado da seccional gaúcha.