Política

Advogados de réus do caso Rodin podem esclarecer possíveis beneficiados com a delação premiada

Pela primeira vez, justiça de Santa Maria deferiu acesso às identidades

Advogados dos 32 réus da operação Rodin já podem ter acesso à identidade de investigados que podem ser beneficiados na sentença por delação premiada. A informação é de um dos advogados do processo que tramita na Justiça Federal de Santa Maria, Aury Lopes Junior. Ele esclareceu que mesmo havendo acordos pré-estabelecidos com as autoridades responsáveis pela investigação, os delatores devem cumprir determinados critérios para garantir supostos benefícios de redução de pena. Aury ainda adiantou que não pode revelar nomes, mas indicou que apenas dois réus firmaram o instituto da delação premiada.

Em função de questões éticas e de sigilo as identidades não podem ser reveladas pelos advogados que tiverem acesso à informação. A suspeita é de que um deles seja o lobista Lair Ferst.

O juiz Loraci Flores de Lima invocou, na decisão, a Lei 12.850/2013, um texto novo referente ao crime organizado, prevendo que a delação possa ser aberta depois de a denúncia ser recebida. Aury Lopes Junior reclamou que durante o comando anterior da ação, por parte da juíza Simone Barbisan Fortes, solicitações para confirmar delação premiada nunca foram aceitas.

A operação Rodin investigou um desvio estimado em R$ 44 milhões no Detran gaúcho, de 2003 a 2007, em meio à gestão Yeda Crusius, que também é ré no processo civil. Recursos destinados ao órgão foram usados em contratos supostamente superfaturados entre a Fatec, ligada à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e as empresas sistemistas, subcontratadas para elaborar as provas da carteira de motorista.

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