Política

Agenda de Dilma na Bélgica inclui futebol e crise econômica internacional

Presidente conversará com o secretário-geral da Fifa sobre os preparativos para a Copa de 2014

A agenda da presidente Dilma Rousseff em Bruxelas, na Bélgica, reúne nesta segunda-feira uma variedade de temas. Ao longo do dia, ela conversa sobre a organização para a Copa do Mundo de 2014, os impactos da crise econômica internacional e as parcerias entre Brasil e Bélgica. O objetivo é ampliar os acordos nas áreas de serviços aéreos, desenvolvimento tecnológico, políticas espaciais, cooperação cultural e turismo.

A presidente incluiu na agenda, na última hora, uma conversa com o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, e dirigentes da entidade sobre os preparativos para a Copa do Mundo de 2014. A Lei Geral da Copa, encaminhada pelo governo há cerca de duas semanas ao Congresso, também está na pauta.

Dilma tem ainda reuniões com o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, com quem assina os acordos de cooperação, e depois um jantar oferecido pelo presidente da União Europeia, o português José Manuel Durão Barroso, e o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy.

Em discussão os impactos da crise econômica internacional e o Plano de Ação Conjunta 2012-2014 para a Parceria Estratégica Brasil–União Europeia. A União Europeia é o principal parceiro comercial do Brasil, enquanto os brasileiros ocupam a nona posição no bloco – como parceiros comerciais. Em 2010, o comércio do Brasil com a União Europeia superou 82 bilhões dólares.

As exportações do Brasil para os países do bloco somaram 43 billhões dólares em 2010, o que representa aumento de 26,7% em relação a 2009. As importações atingiram 39 bilhões dólares, o que significa crescimento de 33,8% em relação a 2009.

O Brasil é o sexto principal investidor na União Europeia, tendo aportado 5 bilhões dólares em 2010. O estoque de investimentos brasileiros no bloco cresceu cerca de 280% entre 2006 e 2009, atingindo 75 bilhões dólares – foi o maior incremento observado entre os dez principais investidores no bloco.

Em 2010, os investimentos europeus no Brasil foram de US$ 8 bilhões. O estoque de investimentos diretos europeus no Brasil atingiu, em 2009, 177 bilhões dólares, mantendo o Brasil como quarto principal destino dos investimentos europeus.


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